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Um Pai para Lily: Reflexões Psicanalíticas sobre Ausência, Vínculo e Cura

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  Não é o laço de sangue que estrutura o sujeito, mas o laço simbólico que o nomeia e o reconhece. O filme  Um Pai para Lily  (2024) me trouxe várias reflexões, e quis compartilhar uma visão psicanalítica sobre ele. A história de Lily, uma jovem marcada por ausências afetivas profundas, especialmente a ausência do pai, revela como o abandono e a alienação parental podem afetar a construção do sujeito. No filme, ao tentar se reconectar com seu pai biológico pelas redes sociais, Lily acaba encontrando outra pessoa , um homem que não é seu pai de sangue, mas que aos poucos ocupa um lugar de afeto e acolhimento em sua vida. Essa troca inesperada nos convida a pensar que o que realmente estrutura o sujeito não é o laço biológico, mas o laço simbólico, aquele que está ligado à escuta, ao reconhecimento e à presença do Outro. Na psicanálise, sabemos que o abandono não se resume à ausência física, mas pode ser uma presença que nega, que não escuta, que não reconhece. Essa forma d...